Ontem acabei com dois problemas que me afligiam a muito:
Prova de IED II, a professora marcou a prova com 3 semanas de antecedência. Quase fiquei louca, de tanto que demorou, sou um pouco ansiosa para provas.
E o outro, mas menos importante, estava sentindo falta de filosofia, então esse fim de semana vou me esbaldar em uma raridade que encontrei por acaso na faculdade.
Noticias: São 6 casos confirmados da gripe A no Brail, um no meu estado. Ó! E agora quem poderá me defender?????? Who knows.
Por hoje é isso.
Nota mental: estudar alemão hoje.
se tem um negócio que eu nunca soube responder e sempre fiquei constrangida quando me perguntaram foi o seguinte: porque mulher vai em bando ao banheiro?
Eu não sei responder isso porque se teve algo que sempre me deixou encafifada foi essa necessidade das minhas companheiras de irem ao banheiro acompanhadas. Eu nunca pude compreender. No começo, quando pediam companhia, eu não negava, com medo de parecer antipática. Nessa época, no início da adolescência, a coisa era pior - a gente tinha que ir ao banheiro juntas e de braços dados. E contestar isso parecia ser realmente perigoso.
Parece que lá dentro (do banheiro) o código social permitia que os braços fossem ‘desatados’ (ufa), mas andar de ‘braços dados’ é uma outra coisa que sempre me deu vergonha-alheia-própria. É isso - se tem duas coisas femininas que sempre me deram vergonha alheia própria, são ir ao banheiro acompanhada e andar de braços dados no colégio.
Felizmente, a gente cresce e andar de braços dados fica realmente ridículo. Mas ir ao banheiro acompanhada das amigas, não. Passada a fase da necessidade de aceitação, eu comecei a contestar o costume. E questionar algumas amigas adeptas sobre o hábito. Nunca me esquecerei de uma das respostas:
“Ah, eu chamo pra ir junto no banheiro pra não interromper a conversa no meio”.
Péra lá, analisemos. Primeiro que, ao interromper para dizer “ah, vamos no banheiro?”, você já corta a conversa no meio. Segundo que não tem problema nenhum em cortar a tal da conversa no meio e continuar depois, todo mundo vai concordar comigo que isso é algo muito normal e que ninguém morre quando faz algo assim. Terceiro que - po, poucas coisas são mais constrangedoras do que conversar com alguém enquanto você faz xixi. Ou enquanto o ‘alguém’ faz xixi.
Não sei se sou só eu que me sinto assim, ok? Mas bater papo no banheiro demanda ao mesmo tempo uma concentração e desprendimento incríveis. Você precisa conversar com a pessoa e tentar, ao mesmo tempo, ignorar o fato de que naquela momento ela está concentrada num ato muito pessoal. Acontece que o tempo todo você é lembrada disso em função do barulho que é emitido quanto o jato do xixi entra em contato com a água da privada. A partir desse som, existem uma série de questões filosóficas e escatológicas que surgirão na sua mente naquele momento, mas que você PRECISA IGNORAR se quiser manter a conversa civilizada e não sair do banheiro gritando EU NÃO CONSIGO FAZER ISSO!
Possíveis motivos para ir no banheiro em grupo e suas contestações: retocar maquiagem? Você é capaz de fazer isso sozinha, com a ajuda de um espelho. Falar algo que você não quer que os outros escutem? Na boa, deixe pra depois. Isso é rude. Você precisa de um absorvente? Fale baixinho e peça fora do banheiro, que aí é um dos poucos motivos que justificam. Já houve casos - acreditem - em que amigas se ofereceram como ‘apoio’ durante o ato, já que no banheiro em questão não havia onde se segurar e o estado do assento era impraticável. Eu neguei e me virei pra fazer xixi em pé e dentro do vaso, porque se alguém tiver que me ajudar a ir no banheiro antes dos 70 anos, tem algo de errado comigo.
Eu espero que não seja a única. Fiquei muito feliz quando conheci uma menina que pensava do mesmo jeito, porque antes disso me sentia muito sozinha nesse mundo de mulheres acompanhadas pelos banheiros. Mas é sincero: eu não entendo. Meus cromossomos são claramente XX no meu gosto por novelas, no meu ódio por esportes e no que eu sinto quando coloco um chocolate na boca, mas se tem uma parte em que meus cromossomos não são XX, essa parte é a que envolve a compreensão do ‘ir ao banheiro em bando’.
Não existe essa de “mulher vai junto no banheiro pra fofocar”. Todo mundo fofoca - homem e mulher. E nenhum dos dois precisa do banheiro pra fazer isso. Eu nunca vou compreender a questão, e sempre vou passar por antipática quando algumas amigas, as adeptas de frequentar o banheiro em bando, disserem “vamos no banheiro” e eu fingir desinteresse e disser “vai lá”. Mas pelo menos vou evitar o constrangimento. Todos eles. E isso tudo considerando que todo mundo só faz xixi na vida - o que nós sabemos muito bem que não é verdade.
Eu sempre achei que essa palavra, sexy, era uma daquelas que a gente tem que ter vergonha de usar. Como… balada. Ou Mara, essa praga infeliz que se alastrou não sei como e que me causa arrepios toda vez que ouço ou leio.
É que eu achava que sexy era uma palavra totalmente desnecessária. Temos termos em português que se adequam ao conceito que sexy tem no inglês. Quando leio aquelas listas de 10 mais sexies não concordo com quase nenhuma. Porque eu discordo do conceito padrão de sexy - que pra mulher, é gostosa, e pra homem é qualquer coisa que que orbite a beleza do Gianechinni ou do Brad Pitt.
Sexy, a palavra que eu odeio usar, se diferencia do conceito padrão de ‘homem ou mulher desejável, porque semanticamente carrega algo a mais do que simplesmente alguém bonito. Se trata de uma aura, algo que não é físico. O cara pode ser bonito e não ser sexy. E pode ser sexy sem ser bonito.
Este cidadão se chama Alex Kapranos, é escocês e é feio pra porra - se a gente considerar os padrões de beleza e tal. Além disso, se veste de um jeito esquisito - não mal, mas estranhamente fashion. Mas não consigo pensar em ninguém mais sexy que ele depois desse clipe:
http://www.youtube.com/watch?v=25sBhhOR4lw&eurl=http%3A%2F%2Folhometro%2Ecom%2F2009%2F05%2F05%2Fsobre%2Dser%2Dsexy%2De%2Do%2Doposto%2Ddisso%2F&feature=player_embedded
Daí concluo - não há palavra em português que substitua com perfeição esse conceito de sexy. Não tem a ver com beleza física, e nem com identificação de personalidade. É um combo bizarro de características, e que de alguma forma varia (ainda que levemente) de pessoa pra pessoa. Gosto para beleza varia bastante, mas reconhecimento de alguém sexy é algo que normalmente tem uma unanimidade maior.
Ou não. Ah, e eu não sei como funciona para identificar mulheres sexy.
Mas falando em ser sexy (e não em estar cansado de ser, porque evito esses hypes), temos aí na praça um novo site que mostra como esse fantástico conceito de sexy pode ser tão pessoal. É o Sexy People, um blog cujo único objetivo é reunir retratos de gente muito, muito não sexy. Pra provar que a democracia está presente até nos conceitos de atração sexual, o site conta com toda sorte de tipos físicos, etnias, idades e origens. E não se trata de gente feia. Tem umas fotos de pessoas bem bonitas lá. É só sobre não ser sexy, o que prova que beleza não tem nada a ver com isso.
É difícil definir exatamente o que torna alguém sexy, mas olhando essas fotos a gente tem um sentimento intenso de que é exatamente o oposto do que está nelas, e isso é interessante - se você sabe o que não é sexy, já é um passo a mais pra descobrir o que é.
Do que você tem medo? Eu tenho medo do inesperado. Ou melhor, eu tenho medo do esperado inesperado.
Aquelas coisas que acontecem no mundo dos tolerantes e se tornam intoleráveis.
Tenho medo de mudar tanto que nunca mais me reconhecer. Tenho medo de fazer escolhas que não tenham volta. Mas isso faz de mim medrosa? Não e sim, não porque, não deixarei de viver nada em minha vida em função de medos, simplesmente passo por cima deles, e sim porque mesmo assim me afligem.
Porque isso acontece? Responderei outro dia, ainda não sei ao certo a resposta disso
São muitos os que se preocupam com isso de fato. Mas porque? Que importa? Não é algo que possa ser mudado, pode ser prevenido, mas que importa?
Sim hoje estou sem nenhum senso de concordancia, mas o que tem de mal isso? Francis Bacon nunca teve uma gota de concordancia e veja o quão aclamado ele é hoje!
Não sou Francis B, também não quero ser. Queria ser como maquiavel, que conseguia ver as coisas por um angula diferente do resto da humanidade, ele conseguia ser supremo em suas observações pois nunca se envolvia nos delitos humanos, apenas os observava.
Retomando o assunto. Ganhar ou perder? Isso me lembra Aerosmith em Dream On "you got to lose to know how to win". Eu concordo.
Mas acredito que pensar nesses fatos, tentar preve-los, não faz a minima diferença. O importante é saber viver nas duas, não só em uma. Resumi o texto todo nessa ultima frase, era o que eu tantava falar desde o começo. Ganhar ou perder, não importa. Desde que você saiba viver, ou até mesmo sobreviver nas duas. Sem nunca fraquejar. Os fracos não tem força para viver derrotados. Isso difere homens de meninos. Sempre será assim.
O fogo é um elemento confuso, nunca podemos prever seus pensamentos. É muito fácil no entando manipulalo, se você sabe as direções que o vento estarão soprando. É capaz de produzir incalculaveis estragos, mas somente se mal manipulado.
O fogo ao qual eu me refiro nesse pequeno texto é o fogo da alma. Esse sim, é o mais perigoso, pois água não consegue apaga-lo. O próprio vento não consegue molda-lo, esse fogo frustra todos os outros elementos irmãos que convivem dentro da alma. O fogo do ódio por exemplo. Esse é o meu favorito. É o mais bonito, pois pode ser visto nos olhos. Eu vejo, ao menos eu o vejo.
Quem já conseguiu atingi-la? Onde estão tais seres? Pois eu vos digo, ninguém! quizera eu que isso fosse mentira, muitas vezes preferimos acreditar nas mentiras do que olharmos a nossa volta e perceber os males do mundo.
Somos porcos, nunca chegaremos próximos de nada que seja perfeito. Nunca seria possivel. eu não acredito em perfeição. Você também não deveria.
Acreditar nisso sem duvida é algo que nunca me permitirá ser perfeita. Mas eu não ligo. E quem quer ser perfeito? Provalvemente quem responder sim é porque ainda não consegue abrir os olhos. Até mesmo os Beatles admitiram. O sonho acabou! Então acorde. Veja a beleza da imperfeição.
