Já há alguns dias estou pensando, ocorre que, não encontrava o tempo. Mentira, pois, tempo se cria, quando se quer. Mas então, hoje, numa linda manhã chuvosa, em que por um contratempo maléfico não consigo estudar, em nenhum lugar, já que, todos estão inapropriados. Logo se vê que é sexta-feira. Eu também estou cansada. Porém, sabida de minhas obrigações, estou aqui, escrevendo.
Quero, inicialmente relatar, que, nesta manhã terminei de ler "A constituição aberta" de Paulo Bonavides. Um livro muito bom, que ampliou meu conceito de federalismo. Prometo resumí-lo algum dia, por que hoje vou falar, de algo que está incomodando, como uma pedra no sapato.
Após o término do Bonavides, iniciei "Hermenêutica jurídica em crise" do Lênio Streck, mesmo que meu desejo real era estudar (não conseguia, lembrem). De qualquer sorte, não perdi tanto. Nesta última leitura logo me deparei com algo, que já há algum tempo pairava pela minha mente, o controle da mídia sobre a vida e a razão de existir do, assim chamado, homem médio. Não que eu não seja, mas tenho a sorte de perceber certos exageros.
Segundo o exposto no Art. 221 da CF/88, logicamente observamos, que, as mídias estão transmitindo conteúdos diversos daqueles colacionados ao texto constitucional. E neste contexto Lenio questiona:
- Mas como reverter uma "cultura" já disseminada no átrio da sociedade? Eu mesma, não vejo como. Talvez a resposta esteja na educação básica.
Levando-se em conta, que tanto se debate a constitucionalidade de determinadas leis, como podem os "asseguradores" da constituição, os estudiosos, os estudantes, e toda uma nação permitir que um meio de comunicação, governe pelas entrelinhas da lei macro do estado de direito, como programas como Big Brother, repletos de maculas aos princípios constitucionais, continuam “no ar”?
Meu mundinho jurídico, aquele que continuo construindo, apesar da descrença, não entende feitas como esta. As mídias deveriam transmitir conhecimento e propiciar a evolução intelectual e cívica deste Estado. E como já mencionado, o que se encontra neste veículos de comunicação são debates indiscretos acerca da vida alheia, o uso da sexualidade como propaganda comercial, superexposição de pessoas suspeitas de acometimento de crimes, sendo pré-julgadas como se culpadas fossem, etc.
De onde surge tal necessidade? O ser humano clama por idiotices e burrice?
É, não gostaria de ter aberto meus olhos para estes fatos, gostaria que tudo não passasse de um sonho maluco, pois é bem o que parece. Mas a verdade é esta mesmo. As mídias comandam o país, com entretenimento barato, fez do povo, escravos sem correntes, largados á própria sorte, já que, o Estado, que também tem parte nesta folia, não nos defende.
A intenção deste texto não é direcionar este meu entendimento para a imprensa, enquanto meio de controle dos atos do Estado e voz do povo, como já foi visto no passado.
O que quero é averiguar a ausência de poder do povo perante os mandames da imprensa. Não consigo visualizar o Estado Democrático, mas sim uma ditadura, a qual ninguém enxerga, todos estão sendo manipulados. A população está alienada ao excesso de entretenimento e, a cada dia, se questiona menos acerca da realidade das informações obtidas da mídia.
Estou triste, a liberdade não existe, o que existe é uma falsa impressão de realidade que, nos remete a pensar como se livres estivéssemos, quando na verdade, tudo parece ser um complô muito bem elaborado de muitos anos para nos aprisionar, mantendo-nos assustados e viciados em entretenimento.
A pouco tive um pensamento tristonho, não quero ser uma escrava do sistema, no entanto, também nunca quis ser uma pessoa alienada. E me veio a mente uma resposta simplista, que por ora, vai servir de consolo.
“Neste mundo, é preferível estar triste por saber a verdade do que feliz e sego.”
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