Estou frustrada com a minha produção este semestre que se finda, embora tenha encontrado alguns desafios e atingido minhas metas de leitura, não me ocorreu aquela fome jurídica do semestre anterior, 2010/1, sei lá, não precisei dar tudo de mim, sequer estudei com afinco, isso me fez inicialmente culpar os professores que de modo geral não atentam pra o fim social de uma universidade, ou mesmo para um curso de direito, que é formar novos profissionais para o mercado de trabalho.
Não me espanta que os colegas que estão se formando saem da graduação para o cursinho do exame da ordem. Quero dizer com isso, que na universidade os professores mais se preocupam em cumprir a matriz curricular, e ajustar os planos de aula aos feriados, do que realmente com o conteúdo a ser ensinado.
Afinal, todos ingressamos nesta instituição com o escopo de aprendizagem dos alicerces necessários á formação jurídico-social. Desejaria ter aprendido coisas novas este semestre, mas o que fiz foi dar uma lidinha por cima dos conteúdo desestimulantes, da forma como foram apresentados, que me possibilitasse manter a minha meta.
É frustrante saber, que algumas matérias de fundamental importancia são ministradas com descaso, fatos historicos são ignorados. Não e forma uma base, se parte do mastigado para o regurgitado, tamanha a facilidade.
Nenhuma matéria me instigou a ler sequer uma doutrina.
Entretanto, eu sei, eu sei, e eu sei.
Talves no lugar deles eu estivesse fazendo o mesmo, formar concorrentes? Parece piada, mas acredito que os nobres professores pensem assim, e não há nada de mal nisso... Penso eu.
E isso me faz pensar, de quem então é a culpa Katja? Naturalmente, meu cerebro astutamente grita: - Infame! a culpa é sua, os professores pensam que te engana e voce pensa que engana eles? em que mundo! As cartas estão na mesa, só não as vê quem não quer ver.
O que eu quero dizer é, se eu realmente desejo isso, devo ir por minha conta em risco atras sob pena de perder meu tempo.
Adotei, no entanto, uma tecnica interessante á qual se baseia em não perder tempo com aulas ás quais os professores não se empenham em repassar o conteúdo, sendo assim, lia durante as aulas.
Lia sim! Sem vergonha, os professores nem reparavam, era uma sentimento mutuo então.
Li livros maravilhosos durante as aulas deste semestre, não deve perder meu tempo com pessoas que não o merecem. Pérolas aos porcos.
Esta é a conclusão do que aprendi este semestre. Juridicamente falando, pouco. Moralmente falando muito, e em alguns dos comportamentos observados este semestre verifiquei semelhança com o exposto no livro "Elogio á loucura" ao qual comecei a lei esta semana. Estou adorando.
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