Sobre o EU temido

sinto falta das coisas que não posso ter, hj sinto falta dele por estar longe, quando está aqui exercito minha mente para não perdê-lo no poço de água negra, exercito minha mente em função dele, pois esse poço que é meu cerebro diz para não amar, não querer, e o coração que eu odeio tanto me diz o que parece ser a coisa mais certa a fazer. então fico sempre em dúvida entre o absorver e o amor. mas talvez não seja o caso de ficar indagando a mente sobre o amor. já que este não é cousa estranha, não chega a ser cousa, pois esse ser sou eu. sim esse ser que temo tanto é minha criação, sou eu dentro de mim mesma tentando afogar minhas próprias crias. mas eu , e eu sabemos quanto custoso isso é. cuido do eu como se fosse eu, e o eu cuida dele como se fosse eu. então não preciso absorver nem amar, já que se trata de uma cousa minha e sendo eu, eu posso continuar assim. saoreio-me todos os dias. o saborear de mim mesmo me traz prazer divino, divindade seria a palavra certa para descrever o meu eu dentro de mim. meu eu perfeito. nunca saia de mim eu perfeito.
estou ouvindo a nossa música, sete cidades do legião urbana.
mas vejam só que doce acaso de Deus, apenas coloquei a pasta de músicas desta banda e vejam só, aquela que me abala é a primeira a tocar. não sei ao certo explicar o que "sinto" quando escuto essa melodia, é algo como velejar. é algo como um saborear. chega a ser utópico.
bela canção, feita de acasos pode se dizer.

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